sábado, 8 de abril de 2017

14 Propostas para solucionar a crise penitenciária no Brasil


Propostas anunciadas pelo poder público

1. Construção de presídios (estruturante)
Foi proposto: Temer anunciou R$ 200 milhões para novas cinco prisões federais (que já faziam parte do Orçamento) e, em dezembro de 2016, repassou R$ 800 milhões aos Estados, sem citar que se tratava de determinação do STF.
Já foi feito: Obras em finalização vão gerar 45 mil vagas.
O debate: O Brasil já tem mais vagas do que a demanda média global de presos, mas tem o dobro de detentos. "Fica evidente que não temos que aumentar as vagas, mas reduzir os presos", diz Valdirene Daufembach, ex-diretora de Políticas Penitenciárias. Leandro Piquet Carneiro, da USP, discorda: "Se a Justiça manda prender, a instalação precisa existir".

2. Forças Armadas (emergencial)
Foi proposto: Escalação de mil militares para fazer varreduras nos presídios e detectar celulares, drogas e armas; eles não terão contato com os detentos.
Já foi feito: A corporação nunca foi usada em prisões, mas já atuou em favelas dominadas pelo tráfico no Rio.
O debate: O fato de os militares serem treinados para a guerra gera críticas. "Se não têm treinamento para lidar com as ruas, têm muito menos para lidar com presídios", afirma Fábio Sá e Silva, pesquisador do Ipea e ex-coordenador do Depen (departamento penitenciário do Ministério da Justiça).

3. Grupo nacional de agentes penitenciários (emergencial)
Foi proposto: Criação de um grupo de intervenção, como a Força Nacional, de cem agentes penitenciários cedidos pelos Estados, que entrarão em unidades em crise para fazer triagem dos presos e separar líderes de facções.
O debate: Leandro Piquet Carneiro, da USP, afirma que é necessário pois "a capacidade de contenção de crises [em prisões] é assimétrica nos Estados". Outros especialistas relembram críticas à Força Nacional: "O custo é alto, a eficácia é duvidosa e cria animosidade com forças locais", diz Sá e Silva. "Melhor seria estruturar os serviços nos Estados."

RAIO-X DA CATEGORIA
60 mil é o total de agentes penitenciários no Brasil
10 detentos por servidor é o que isso representa; o ideal seria 5
120 mil é o deficit dos agentes no país
R$ 3.000 é salário médio bruto
Fonte: Febrasp (Federação Brasileira dos Servidores Penitenciários)

4. Bloqueadores de celular e escâneres (emergencial)
Foi proposto: Repasse aos Estados de R$ 150 mi para a compra de bloqueadores e de R$ 80 mi para escâneres corporais (ambos já estavam no Orçamento).
Já foi feito: 24 unidades prisionais, em dois Estados, têm bloqueadores, e há 78 escâneres em presídios do país.
O debate: O analista criminal Guaracy Mingardi diz que os escâneres são imprescindíveis, mas requerem protocolos. "Há muita corrupção local." Para Maria Laura Canineu, da Human Rights Watch, eles evitam revistas vexatórias. Já o uso de bloqueadores é menos consensual. "Não é necessário em todas as prisões, só onde há crime organizado", diz Piquet.

5. Censo penitenciário (estruturante)
Foi proposto: O CNJ propôs uma grande pesquisa a ser realizada pelo IBGE, a um custo de até R$ 18 milhões. Já o Plano de Segurança prevê o Sisdepen (Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional), um cadastro alimentado pelos Estados (que foi desenvolvido desde 2012 e lançado em 2016, ainda no governo Dilma).
Já foi feito: O último censo das prisões data de 2012, e os dados mais recentes do Depen são de 2014. O Sisdepen e o Sistema de Execução Penal Unificado (SEEU), do Judiciário, atendem à lei que determina transparência no sistema.
O debate: A necessidade de mais dados é unânime. "É preciso informação para planejar políticas públicas, hoje feitas na base de impressionismos e preconceitos", diz Sá e Silva.

6. Força-tarefa para rever presos provisórios (emergencial)
Foi proposto: O CNJ propôs a chamada Reunião Especial de Jurisdição em cada Estado para acelerar julgamentos, com a análise da situação de presos provisórios.
Já foi feito: Mutirões carcerários são realizados pelo CNJ desde 2008, tendo beneficiado mais de 80 mil detentos com progressão de pena e medidas cautelares. Cerca de 40 mil presos provisórios foram libertados nestes eventos.
O debate: A medida é considerada importante, mas paliativa. Para Maria Laura Canineu, da Human Rights Watch, é essencial "eliminar atrasos injustificados no sistema de Justiça". "O CNJ deve pressionar para o cumprimento de sua resolução que diz que juízes devem rever casos de presos provisórios a cada três meses", diz.

7. Profissionalização de presos (emergencial)
Foi proposto: Oferta de cursos para profissões como jardineiro, padeiro e encanador para 15 mil presos, segundo o Ministério do Trabalho, com investimento de R$ 30 milhões. O país tinha 622 mil detentos em 2014.
Já foi feito: Os cursos estão previstos na Lei de Execuções Penais, mas apenas 1,3% dos presos estão envolvidos.
O debate: Especialistas apontam que a superlotação é um entrave, porque faltam espaços físicos e organização. Para Sá e Silva, do Ipea, é preciso "conectar educação, trabalho e geração de renda a partir do perfil econômico da região".

Outras medidas apontadas por especialistas em segurança pública

1. Separação de presos (emergencial)
Dois tipos de separação estão previstos na Lei de Execuções Penais e em tratados de direito internacional: tanto entre presos provisórios e condenados quanto entre detentos que cometeram crimes graves e leves são comumente adotadas, seja pela superlotação ou ausência de instalações. Quanto à separação de acordo com a facção criminosa à qual o preso pertence, como acontece no Rio, há dubiedade. Se por um lado a prática evita as matanças que marcaram o início do ano, de outro, promove maior organização e controle das unidades pelos grupos.

2. Aumento no número de defensores públicos (estruturante)
É dever do Estado garantir ao preso assistência jurídica para a defesa dos direitos do condenado às progressões de regime, livramento condicional e indultos em feriados. A falta desta orientação e o deficit de defensores públicos, porém, retêm no sistema indivíduos que não deveriam estar ali. A Emenda Constitucional nº 80/2014 prevê que deve haver Defensorias Públicas Estaduais em todo o território nacional em um prazo de oito anos a partir de 2015 –hoje, apenas o Estado do Rio tem defensores em todas as jurisdições.

3. Audiências de custódia (estruturante)
Criadas em 2015, as audiências de custódia permitem a avaliação da legalidade, necessidade e adequação de prisões em flagrante por juízes no prazo de 48 horas. O acusado é apresentado e entrevistado em sessões nas quais são ouvidos também o Ministério Público e a Defensoria Pública ou o advogado do preso. Em média, 50% dos presos em flagrante são liberados, com ou sem medidas cautelares impostas, para responder ao processo em liberdade. Presentes apenas nas capitais do país, as audiências precisam ser interiorizadas pelas várias comarcas e jurisdições.

4. Melhora na gestão prisional (estruturante)
Especialistas apontam que reina o improviso na administração penitenciária. É necessário estruturar a gestão e avaliar o quadro e o deficit de servidores, criando protocolos e dando condições para que eles contribuam para a reintegração do preso. "O agente penitenciário é parte de uma equipe multidisciplinar, que envolve gestores, psicólogos, assistentes sociais e médicos, sem a qual não se mantém uma rotina adequada nos presídios", diz Valdirene Daufembach, ex-diretora de Políticas Penitenciárias. Para o analista criminal Guaracy Mingardi, "o Estado precisa regrar a vida nas cadeias para diminuir o poder das facções".

5. Discussão da Lei de Drogas (estruturante)
A proporção de presos por tráfico de drogas dobrou de 2005 a 2014, o que fez com que o crime se tornasse aprincipal razão do encarceramentono país. Com isso, prende-se mais por tráfico do que por crimes contra a vida ou por crimes sexuais, considerados muito mais graves. "Nossas polícias não têm tempo nem recurso para investigar os crimes mais relevantes porque está totalmente voltada para crimes de rua", diz Daufembach. Para mudar essa realidade, parte dos especialistas pregam a revisão da Lei de Drogas de 2006, que retirou a pena de privação de liberdade dos usuários de drogas, mas não criou critérios claros e objetivos para diferenciar uso e tráfico. Muitos defendem a descriminalização do porte para consumo.

6. Mudança no modelo de Justiça e penas (estruturante)
A resolução de diversos tipos de conflito por meio do instituto da prisão é criticada por parte dos especialistas, que lembram as recentes medidas de desencarceramento adotadas nos EUA como modelo. "Os governos precisam criar mudanças na legislação, adoção de penas alternativas e uso de tornozeleiras eletrônicas ", diz Fábio Sá e Silva, do Ipea. Para Daufembach, os brasileiros têm que se envolver no debate sobre outras formas de Justiça, segundo ela, mais efetivas. "É preciso que pensemos na Justiça restaurativa, em que a vítima participa do processo e há possibilidade de ressarcimento de danos." Para ela, o modelo atual está "inflando a máquina policial e judicial sem trazer as sensações de segurança e justiça esperadas".

7. Ressocialização (estruturante)
Segundo a Lei de Execuções Penais, além de ter caráter punitivo, a pena deve "reeducar" o preso e criar condições para a "harmônica integração social do condenado", o que está longe de ocorrer no sistema hoje, em que a taxa de homicídios é seis vezes maior que o já alto índice de assassinatos nas ruas do país. Especialistas apontam que tratar a questão prisional como de segurança pública prejudica o setor, já que os serviços penais não deveriam ter foco na repressão, mas na reintegração do preso à sociedade para a qual, invariavelmente, ele retorna.








As cadeias que, sem armas, derrubam as reincidência criminal no Brasil

 Imagine uma cadeia sem armas, agentes de segurança, violência ou repressão. Um lugar onde os presos, que não são chamados dessa forma, cuidam das chaves. Imagine um prédio ensolarado, pintado de azul celeste, com uma grande horta ao lado de fora e o vento, que traz consigo o cheiro do alecrim. Imagine todas as pessoas juntas à mesa farta, com pratos, talheres, dignidade. Esse lugar sem registro de rebeliões ou mortes, que mais parece música de John Lennon, já existe no Brasil. São as Apacs (Associações de Proteção e Assistência ao Condenado), ou, como seus criadores preferem ler, Amando ao Próximo Amarás a Cristo.

As Apacs, em sua maioria cadeias administradas pelas Pastorais Carcerárias, braços assistenciais da Igreja Católica, ou por outros grupos religiosos ou apenas voluntários, podem soar uma utopia no país que iniciou o ano com matanças nos presídios do Norte e Nordeste, mas são consideradas pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o único modelo prisional que deu certo no Brasil, o quarto país com maior população carcerária do mundo. São 50 associações pelo país com resultados semelhantes: custam R$ 800 por preso (contam com voluntários e funcionários), três vezes menos que a média nacional de 2.400 reais, e o índice de recuperação é de 95% contra 25% das cadeias padrões.

Quatro critérios selecionam os prisioneiros. Eles precisam ser condenados, manifestar por escrito que aceitam as normas apaquianas, terem família ou cometido o crime na comarca da associação - para facilitar a assistência jurídica e o envolvimento familiar. Além do critério de antiguidade. São priorizados condenados com penas mais longas, indiferentemente do crime que cometeram, em unidades que também contrastam com o superlotado resto do sistema: as Apacs têm em média 200 detentos. A única Apac que se diferencia é a de Santa Luzia (MG). Localizada na região metropolitana de Belo Horizonte há uma exigência a mais motivada pela longa fila de espera: um ano de bom comportamento.
  
 A primeira Apac foi criada há 45 anos em São José dos Campos (SP), pelo advogado e jornalista Mario Otoboni e um grupo de voluntários cristãos. Desde então, as unidades se espalharam por sete Estados brasileiros. Em março, uma nova associação abre em Florianópolis, a centésima do mundo, e sua idealizadora e futura presidente, Leila Pivatto, 67 anos, mostra seu entusiasmo: “Quando condenados, e vale lembrar que 40% dos 600 mil encarcerados no Brasil não são, os presos deveriam perder o direito de ir e vir. Apenas. Mas eles perdem tudo. O contato com as famílias, os direitos à saúde, educação, trabalho e assistência jurídica. Nós entendemos que para matar o criminoso e salvar o homem é preciso cidadania".

 Leila, voluntária há dez anos da Pastoral Carcerária que trabalha 12 horas por dia sem ganhar nenhum centavo, e seus colegas pelo país não são os únicos a apostar no modelo. A proposta ganhou a atenção da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia: “As Apacs são a minha aposta. Elas têm dado certo. Basta dizer que a reincidência é de 5%, enquanto nos presídios comuns é de até 75%”, disse a ministra em entrevista ao Programa Roda Viva, da TV Cultura, em outubro do ano passado.
Oposta às cadeias comuns no cerne, talvez a diferença maior das Apacs seja sua concepção de defesa da justiça restaurativa, não da punitiva. Elas não podem ser criadas pelos governos, só pela organização e boa vontade da sociedade civil, esse é um dos principais obstáculos para expansão do modelo em larga escala.

"Não há solução imediata para as prisões. Todo processo será lento e exigirá consciência da população. Eu acredito que as Apacs sozinhas não irão resolver. É preciso estimular o desencarceramento. Há gente presa por bobagens. A minoria da massa prisional é perigosa, os outros poderia cumprir penas alternativas. E, obviamente, é preciso gerar oportunidade. Antes construirmos escolas do que prisões", disse Leila.

 No caso da unidade de Florianópolis foram seis anos da primeira assembleia até a construção do prédio. O primeiro passo foi a audiência pública na comarca, em seguida a criação jurídica, que não visa nenhum lucro, e visitas à Apac de Itaúna, em Minas Gerais, que existe há 17 anos e é celebrada pela sua excelência, lá fugas são raras: a última demorou dez anos para acontecer.

 A primeira Apac de Santa Catarina ficará no Complexo da Agronômica, em Florianópolis, onde cinco unidades já detêm quase 1,6 mil pessoas. A Apac será a sexta. A única semelhança com os vizinhos de muro é o terreno. A casa ampla e solar não foi criada para punir. Ao invés de agentes do Deap (Departamento de Administração Prisional), a organização será responsabilidade dos voluntários, não só da Igreja Católica, mas de diversas áreas. São advogados, médicos, dentistas, psicólogos, professores de música e yoga, confeiteiros, gente que acredita que para resolver a violência das ruas é preciso mudar a realidade do cárcere.
"Aqui os presos usarão suas roupas, serão chamados pelos seus nomes ou como recuperandos. E no lugar da solitária poderão resgatar seu equilíbrio na capela, se quiserem”, diz Leila, enquanto trabalha na finalização do edifício.

 A rotina será rígida. São os presos que serão os responsáveis pela segurança e pela limpeza. Às seis da manhã eles levantam, arrumam suas camas (sim, eles têm camas), fazem as orações, tomam café e iniciam as tarefas do dia, que só termina às 22h. É requisito básico que todos trabalhem e estudem. Ao longo desse período também participam de palestras de valorização humana, oficinas, atos religiosos, lazer e descanso.

 "As pessoas sempre nos perguntam se é o voluntariado que reduz o preço das Apacs. Digo que sim. Também não há gastos com agentes penitenciários e terceirizações de serviços. Utilizamos a mão de obra dos recuperandos. Mas não podemos esquecer uma questão central. Não há corrupção. O valor pago pelos presos comuns no Brasil é muito questionável. Se eles não recebem assistência jurídica, médica, alimentação adequada para onde vai tanto dinheiro?", questiona Valdecir Antônio Ferreira, presidente da FEBAC (Federação das Apacs do Brasil).

As leis da Apac

 Os mandamentos apaquianos são maiores que os de Moisés. Doze leis procuram reverter o exemplo fracassado das penitenciárias comuns fazendo justamente o contrário – ou na provocação de Leila, “cumprindo a risca a Lei de Execuções Penais”.

 As leis buscam espiritualidade – independentemente de crença, por isso a cor azul. Fortalecem os elos familiares. São permitidas ligações uma vez por dia, cartas sempre que desejado e as famílias são convidadas para todas as comemorações. Outro estímulo é a empatia. Na crença de que se aprenderem sobre a ajuda mútua é mais difícil prejudicar alguém. O trabalho é importante, não fundamental. No regime fechado é incentivada a recuperação emocional do indivíduo, no semiaberto a profissionalização, e no aberto, a inserção social.

 Segundo pesquisas da FEBAC, 98% dos recuperandos, cerca de 3.500 pessoas, vieram de famílias completamente desestruturadas. A maioria vê o pai e a mãe como figuras deturpadas. “Na raiz do crime vamos encontrar sempre a experiência da rejeição”, defende Valdecir. “Essa é uma visão comum para quem trabalha com o sistema prisional. Nós costumamos dizer que os presos que recebem sacolinhas com comidas e produtos de higiene dos seus familiares se recuperam. Na prática, são os que têm cuidado e amor. Tem para quem voltar”, complementa Leila.
Valdecir dedicou 33 anos da sua vida às Apacs. Conta que já recebeu presos de alta periculosidade, integrantes de poderosas facções e os resultados sempre foram positivos. “Fizemos uma pesquisa com mil presos e constatamos que 85% querem mudar de vida. Então, acreditamos que as Apacs poderiam ser reproduzidas para abraçar toda essa massa sedenta por oportunidades. Mas não se cria Apac por decreto. Ela exige que a sociedade civil organizada tome consciência do problema e procura solucioná-lo, além de governantes parceiros que apoiem a ideia de prisões dignas. O que seria preciso? Mudar a nossa cultura”.

 Newton Antonio de Almeida, 40 anos, sabe bem de qual cultura fala Valdecir. Preso por tráfico, ele ficou três anos e oito meses no Presídio Masculino de Florianópolis e há dez mudou de vida, quando foi contratado como funcionário da Pastoral Carcerária. 

 “Poucos tiveram minha chance. Não é novidade que as cadeias não ressocializam. Na verdade, tiram o pouco que tu tem. Mas quem se opõe? Bandido bom é pobre morto”, afirma. Para ele, a população não quer Justiça, quer vingança. “Que o preso sofra, passe frio, fome, apanhe. E não percebe que toda essa dor, essa violência irá para ruas. Se essa lógica funcionasse seríamos um país muito pacífico. Você não acha?”

O crime no Brasil

O crime no Brasil compensa, pois é lucrativo e impulsionado pela impunidade.

Gary Stanley Becker

Em face da recorrente necessidade de se refletir sobre o fenômeno criminológico, a análise de modelos propostos para descrever o crime mostra-se imprescindível. Nos limites deste espaço de debate acerca das Ciências Criminais, farei referência, de forma sintética, à Teoria Econômica do Crime.
- Gary Stanley Becker